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Como pedir bem a uma ferramenta de IA
Um pedido vago dá uma resposta vaga. Com contexto, um exemplo e o formato certo, as ferramentas de IA devolvem coisas que se aproveitam.
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Porque é que a resposta sai tão genérica?
Porque a ferramenta não sabe nada de ti. Recebe uma frase e preenche o resto com o mais comum.
Pede um texto para o teu site e recebes o texto do site de outra pessoa qualquer. A ferramenta faz o que pode com o que lhe deste.
O que deve ter um bom pedido?
Quatro coisas, por esta ordem.
- Quem és e para quem é o resultado.
- O que queres, numa frase concreta.
- Um exemplo do que gostas, ou do que não queres de certeza.
- O formato, com tamanho, tom e número de versões.
Como se vê a diferença num exemplo?
Um pedido fraco seria "escreve a descrição da minha exposição". Sai um texto que serve a qualquer exposição do mundo.
Um pedido melhor diz que és pintora, que a exposição tem doze telas sobre o rio da tua terra e que o texto vai para a parede da galeria. Diz também que tem de ter cem palavras e que não queres a palavra deslumbrante.
O segundo pedido dá mais trabalho a escrever. Poupa o trabalho de corrigir três respostas erradas.
E se a primeira resposta não servir?
Responde como responderias a um assistente novo. Diz o que está mal e dá um exemplo. Mais curto, sem a palavra paixão, como se falasses com um amigo.
Uma conversa de quatro ou cinco voltas costuma chegar mais longe do que recomeçar do zero.
Há coisas que não se devem pedir?
Não coles dados de clientes, contratos ou números que não queres ver fora de casa. Lê as condições da ferramenta antes de lá pores o que não é teu.
E desconfia dos factos. Uma resposta escrita com segurança pode estar errada. Datas, nomes e leis confirmam-se noutro lado.
Se quiseres ajuda a montar os pedidos do teu dia a dia, escreve-nos.
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As seis perguntas vão a seguir.
O que nos envias fica entre nós e sai daqui em ficheiros teus.