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Como usar IA sem perder a tua voz

A IA escreve e desenha depressa, mas puxa tudo para o meio. Para o trabalho continuar a soar a ti, és tu quem decide o que entra e o que sai.

Publicada One Other

Porque é que o que sai da IA soa sempre parecido?

Porque estas ferramentas aprendem com milhões de exemplos e devolvem o mais provável. O mais provável é o meio, e o meio não tem a cara de ninguém.

Não há ferramenta certa que resolva isto. É o que elas fazem. Saber isto muda a forma de as usar.

Onde é que a IA ajuda sem tirar nada?

No trabalho à volta da obra. Responder a emails parecidos, organizar ficheiros, transcrever uma entrevista, legendar um vídeo, passar notas soltas a um primeiro rascunho.

Nada disto é o teu trabalho. É o que te rouba horas ao teu trabalho, e é aí que a máquina rende mais.

Como manter a tua voz quando a usas para escrever?

Dá-lhe o teu material antes de lhe pedires seja o que for. Três ou quatro textos teus, as palavras que usas sempre e as que nunca usarias.

Pede rascunhos e não versões finais. Lês, cortas o que não dirias e reescreves as frases que soam a anúncio.

Há um teste simples. Se uma frase podia estar no site de qualquer pessoa, não é tua, e sai.

E quando o trabalho é imagem?

A regra é a mesma. Usa a IA para o que vem antes e depois da imagem, e guarda para ti a decisão que a faz tua.

Referências, testes de cor, limpar um fundo, alargar um enquadramento. Tudo isso ajuda. A escolha do que fotografas, do que pintas e do que deixas de fora continua a ser o que as pessoas reconhecem.

Devo dizer que usei IA?

Quando a IA fez uma parte que quem vê vai julgar como tua, sim. Uma imagem gerada apresentada como fotografia é o caso mais claro.

Quando ajudou num email ou numa legenda, não muda nada para quem lê. Pergunta-te se a pessoa se sentiria enganada ao saber. Se sim, diz.

Se quiseres pensar nisto para o teu caso, escreve-nos.

Começa com um email.

As seis perguntas vão a seguir.

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